"Não se pode conceber a possibilidade de administrar um país sem dados estatísticos, pois que, sem eles, tudo é feito arbitrariamente, sem fundamento, sem critério e com grave prejuízo para o povo, que é a vítima dos atos levianos dos que governam sem doutrina e dos que administram por vagas inspirações, sem dados positivos em relação aos diversos ramos do serviço público" [Júlio de Castilhos, 1889]
Encontro internacional públicos da cultura (abertura)
Mais uma vez, saímos de Porto Alegre ao encontro dos debates de ponta no campo das políticas de cultura, que ocorrem no Brasil e no mundo.Desta vez, é o Encontro internacional públicos da cultura, realizado pelo Centro de Pesquisa e Formação do SESC de São Paulo, de 12 a 14 de novembro, no SESC Vila Mariana. (Em novembro de 2011, já estivemos aqui para o Seminário Internacional Cultura e Transformação, Urbana, cujo conteúdo está em parte acessível, no site do SESC-SP.)
Na abertura, o Diretor regional do SESC-SP, Danilo Santos de Miranda, admitiu que mesmo uma instituição como a que dirige, realizando cotidianamente um grande volume de atividades em suas 33 unidades, não pode se dar por satisfeita se faltar a reflexão sobre o sentido e a razão dessas atividades. Daí a importância das pesquisas, cujos resultados permitam traçar caminhos para que as políticas de cultura possam ir ao encontro desses públicos.
A evolução daquilo que denominamos “públicos” da cultura acompanha a evolução do sentido de “cultura”, tendo de dar conta hoje também das questões da diversidade, da acessibilidade, do direito de participação, como indicadores de uma democracia cultural efetiva. Deve-se levar em conta ainda a imprecisão e a mobilidade dos limites entre produtores e consumidores de cultura, com o incremento do uso das tecnologias digitais que popularizaram o uso de fotos e filmes, por exemplo; ou a "composição" de música eletrônica.
Leia aqui o programa do evento e acompanhe, nas próximas postagens deste blog, um resumo das principais palestras que assistimos.
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Estudo do Observatório vai subsidiar discussão sobre mudanças no Conselho Municipal de Cultura
Em reunião do Conselho Municipal de Cultura na noite de ontem, o Secretário Roque Jacoby anunciou o propósito de colocar em discussão a reformulação do Conselho Municipal de Cultura.
Criado em 1997, através da Lei Complementar 399, o CMC vem tendo dificuldades para a obtenção do quorum mínimo (metade dos conselheiros), devido ao grande número de integrantes e a inexistência de remuneração dos conselheiros (ao contrário do que ocorre no Conselho Estadual de Cultura, por exemplo.
Para subsidiar a discussão, que deve ser iniciada por meio de um Grupo de Trabalho, o Observatório comparou alguns dados sobre o nosso CMC em relação aos conselhos de cultura de outras capitais e aos demais conselhos municipais de Porto Alegre.
O resultado é o documento abaixo, em que se destacam, comparativamente, o grande número de membros (37 no total); a desproporcionalidade entre representantes da sociedade civil (86,5%) e do governo; e um desequilíbrio na representação das regiões do Orçamento Participativo (17 dos 37 membros).
Leia abaixo o artigo resultante dessa pesquisa, apresentada no II Encontro Brasileiro de Pesquisa em Cultura (EBPC), em 2014.
Saiba mais:
Legislação referente ao CMC de Porto Alegre
Criado em 1997, através da Lei Complementar 399, o CMC vem tendo dificuldades para a obtenção do quorum mínimo (metade dos conselheiros), devido ao grande número de integrantes e a inexistência de remuneração dos conselheiros (ao contrário do que ocorre no Conselho Estadual de Cultura, por exemplo.
Para subsidiar a discussão, que deve ser iniciada por meio de um Grupo de Trabalho, o Observatório comparou alguns dados sobre o nosso CMC em relação aos conselhos de cultura de outras capitais e aos demais conselhos municipais de Porto Alegre.
O resultado é o documento abaixo, em que se destacam, comparativamente, o grande número de membros (37 no total); a desproporcionalidade entre representantes da sociedade civil (86,5%) e do governo; e um desequilíbrio na representação das regiões do Orçamento Participativo (17 dos 37 membros).
Leia abaixo o artigo resultante dessa pesquisa, apresentada no II Encontro Brasileiro de Pesquisa em Cultura (EBPC), em 2014.
Saiba mais:
Legislação referente ao CMC de Porto Alegre
- LEI COMPLEMENTAR Nº 399, de 14 de janeiro de 1997, que "Cria o Conselho Municipal de Cultura (CMC) e o Sistema Municipal de Cultura, institui a Conferência Municipal de Cultura e dá outras providências.
- Decreto 11.738, de 14/5/1997, que regulamenta a Lei acima.
- Decreto 12.403, de 13/7/1999, que aprova o Regimento Interno do Conselho Municipal de Cultura
- Publicação da Câmara Municipal de Porto Alegre sobre os Conselhos Municipais de Porto Alegre: Legislação compilada. 289 p.
- Publicação da Secretaria de Cultura da Bahia, Conselhos de Cultura, de Lia Calabre. (Coleção Política e Gestão Culturais) 23 p.
- Livro Políticas Culturais, Democracia e Conselhos de Cultura. Edufba, 2011. Diversos autores. 406 p. (Coleção Cult)
- Artigo de Clícia Maria Leite Nahra, "Os Conselhos Municipais Gestores de Políticas Pública em Porto Alegre - um panorama", disponibilizado pelo ObservaPoA.
- Publicação do Instituto Pólis, Você quer um bom conselho? Conselhos municipais de cultura e cidadania cultural. (Contém artigos da ex-secretária de cultura de Porto Alegre, Margarete Moraes; e do ex-secretário adjunto, Ricardo Lima, sobre o conselho de Porto Alegre)
Observatório desenvolverá novos indicadores para a SMC em 2014
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| Portal de Gestão da Prefeitura |
Vinculados ao Portal de Gestão da Prefeitura, os indicadores servem para verificar o grau de sucesso das ações, em relação aos objetivos e metas estabelecidos, e desde a implantação do Novo Modelo de Gestão, em 2005, limitam-se à quantidade de eventos realizados, público ou recursos investidos.
As mudanças incluem três novos indicadores que, em conjunto, permitirão uma melhor avaliação das ações da Cultura:
- % de ocupação das salas em espetáculos de produção própria. A proposta deste indicador partiu de um levantamento prévio, feito pela Coordenação de Artes Cênicas, que apontou uma taxa de lotação média abaixo de 40% nas três salas de teatro municipais. Parte do pressuposto que, ao aumentarmos essa taxa, alcançamos um público maior, mantendo-se o mesmo custo fixo de manutenção dos espaços, ou seja, otimizando o uso dos recursos públicos.
- Satisfação de público. No caso dos espaços administrados pelo Município, entrevistas com usuários sobre a programação, segurança, limpeza, atendimento, entre outros aspectos, permitirão planejar ações para qualificar estes espaços e em consequência elevar o nível de satisfação.
- % de "novos" usuários, isto é, pessoas que nunca ou raramente frequentaram nossos espaços ou eventos culturais. Este indicador chama a atenção para o fato de que a maioria da população brasileira não frequenta espaços ou atividades culturais, população cuja inclusão é prioritária para o poder público, a partir da compreensão da cultura como um direito. Saiba mais sobre os dados da exclusão cultural no Brasil no site do MinC (apresentação de slides)
Saiba mais sobre indicadores culturais em nossa postagem anterior.
Projeto de Lei que regulamenta profissão de Produtor Cultural
O projeto de lei 5575/2013 que regulamenta a profissão de produtor cultural deve ir ao plenário da Câmara dos Deputados nos próximos dias, segundo previsão do relator da matéria na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP), deputado Ronaldo Nogueira (PTB/RS). O PL foi apresentado pelo deputado Giovani Cherini (PDT/RS), em maio deste ano, e tramita em regime ordinário.
Depois de passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário, estima-se que deva ser apreciado pelo Plenário do Senado entre abril e maio de 2014.
Veja abaixo o texto do projeto.
Depois de passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário, estima-se que deva ser apreciado pelo Plenário do Senado entre abril e maio de 2014.
Veja abaixo o texto do projeto.
Notas para uma política de Economia Criativa para Porto Alegre
O documento abaixo reúne reflexões sobre a Economia Criativa e foi elaborado com o propósito de auxiliar na conceituação do projeto de Economia Criativa para Porto Alegre, capitaneado pelo Gabinete de Inovação e Tecnologia (InovaPoa), com o qual o Observatório da Cultura vem colaborando desde sua gestação, iniciada em 2012.
Na data de hoje, o Prefeito Fortunati assina decreto que institui o Comitê Municipal para o tema, com a participação de entidades empresariais e da sociedade civil, além de diversos órgãos do Município e do Poder Legislativo.
Na data de hoje, o Prefeito Fortunati assina decreto que institui o Comitê Municipal para o tema, com a participação de entidades empresariais e da sociedade civil, além de diversos órgãos do Município e do Poder Legislativo.
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