Sétima edição do Seminário de Observatórios na Unisinos

Painel do dia 30/10 teve mediação do Observatório da Cultura
(Foto Lucas Schardong - IHU)
Nos últimos dias de outubro, o Observatório da Cultura esteve presente em mais uma edição do Seminário dos Observatórios da Região Metropolitana, promovido pela Rede de Observatórios, sob a coordenação do Observatório das realidades e políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos. Com o título de Pesquisas, Instituições e Sociedade nas Tramas da Crise, o evento aconteceu na nova sede da Unisinos, em Porto Alegre.

O evento teve início, na tarde do dia 30, com uma Roda de Conversa com a participação de 14 instituições dedicadas à pesquisa em áreas tão diversas como a saúde, o meio ambiente, os direitos humanos, a segurança alimentar, a segurança pública, entre outras.

À noite, aconteceu o painel intitulado “A Sociedade nas tramas das crises contemporâneas”, com a participação do Prof. Dr. Carlos Paiva, da Fundação de Economia e Estatística (FEE-RS), do Bel. Cezar Miola, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) e do Prof. Dr. Paulo Roberto Rodrigues Soares, do Observatório das Metrópoles.

O segundo dia contou com a apresentação dos nove trabalhos selecionados pela comissão curadora (da qual participamos). Na parte da tarde, dois painéis dedicados aos "Observatórios e suas Relações com Pesquisas, Instituições e Sociedade". O primeiro deles contou com a participação de Fábio Cunha, presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos (SATED-RS), que testemunhou a importância do nosso trabalho em prol da luta por recursos para a Cultura. Exemplo disso foi o levantamento dos dados orçamentários dos fundos Fumproarte e Funcultura, publicados neste blog, que tem servido para fundamentar o debate na sociedade e junto ao Legislativo Municipal, visando restabelecer os patamares mínimos para estes fundos, estipulados em Lei.

Na parte final do evento, dedicada à sistematização e encaminhamentos, as entidades presentes decidiram redigir um "Manifesto em defesa da pesquisa, da informação e das estatísticas públicas", em apoio à FEE-RS, que se encontra em processo de extinção pelo Governo do Estado.


Como as organizações culturais utilizam as tecnologias digitais?

Ocio, de Iván Navarro (Chile). X Bienal do Mercosul, Porto Alegre, 2015.
Foto Tárlis Schneider
Acaba de ser publicado na Inglaterra o relatório Cultura Digital [Digital Culture] 2017 [disponível apenas no original, em inglês], produto da pesquisa desenvolvida pela consultoria MTM London, sob demanda do Conselho das Artes da Inglaterra [Arts Council England].

Em sua quarta edição, a pesquisa busca entender o papel e o impacto que as tecnologias digitais tem para organizações artísticas e culturais na Inglaterra e como isso vem mudando ao longo do tempo. Em cada um dos quatro anos pesquisados (2013, 2014, 2015 e 2017), entre 891 e 1.424 organizações responderam a questionários sobre a importância das tecnologias digitais, as atividades que estavam realizando, o impacto experimentado e os fatores gerenciais, tais como barreiras, habilidades e recursos. O relatório mais recente destaca as mudanças observadas no período. Também está disponível um portal de dados e uma série de resumos que abordam os diferentes setores das artes. A seguir, destacamos alguns trechos do documento:

Embora quase todas as organizações continuem a considerar a tecnologia digital como essencial ou importante para o marketing, houve declínios significativos desde 2013 na proporção que considera sua importância para a memória e arquivos, criação, distribuição e exibição. No entanto, houve um aumento significativo na proporção de organizações que consideram o digital como importante ou essencial para o seu modelo de negócios - passando de 34% em 2013 para 53% em 2017.

Houve uma queda no número médio de atividades digitais realizadas por organização, mas isso não levou a um declínio no impacto relatado, o que sugere que as organizações podem concentrar seus esforços e recursos de forma mais direcionada:
• Em 2013, as organizações artísticas e culturais apresentaram em média 9,2 tipos de atividade cada; Em 2017, isso diminuiu para 7,8.
• Há declínios significativos em sete das 23 áreas de atividade monitoradas, incluindo muitas atividades relacionadas ao marketing, como marketing por e-mail e publicação em sites (para as quais o marketing de redes sociais é um potencial substituto).
• Em contrapartida, houve aumentos nas atividades relacionadas a modelos de negócios - por exemplo, empresas que vendem ingressos on-line aumentaram de 10% para 52% por cento desde 2013; e as doações on-line aumentaram de 11% para 43%.
• A maioria das atividades relacionadas com dados permaneceu estável desde 2013, o que significa que a maioria das organizações artísticas e culturais ainda não usa dados para fins importantes, como uma melhor compreensão do público através da análise de dados.

Apesar da diminuição dos níveis de atividade em algumas áreas, quase 70% das organizações
relatou grande impacto positivo da tecnologia digital em suas capacidades. Houve aumento significativo na proporção de organizações que relataram impacto positivo em relação ao público. Por exemplo, a capacidade de atingir públicos mais diversificados ou mais jovens foi apontada por 60% das organizações em 2017, contra 55% em 2013; a de obter um maior envolvimento com o público passou de 52% a 60%. Também houve aumento significativo na proporção de organizações que relataram impactos positivos importantes em seu modelo de negócios e operações (de 51% em 2013 para 68% em 2017).

Clique para ler o relatório (em inglês)
No que diz respeito ao uso de celulares, a proporção de organizações com presença otimizada nestes suportes mais que dobrou, aumentando de 33% em 2013 para 69% em 2017. Ainda assim, quase um terço das organizações ainda não adaptaram sua presença para responder à tendência de que mais de 60% do tempo on-line no Reino Unido seja gasto no celular. As mídias sociais agora são quase onipresentes no setor (por exemplo, 92% das organizações usam o Facebook em 2017, contra 90% em 2013). Houve algumas mudanças importantes desde 2013: o Instagram agora está mais difundido (48% em 2017, contra 12% em 2013) e o uso do Twitter aumentou de 79% para 85%. As atividades mais comuns nas mídias sociais incluem encorajar os usuários a compartilharem conteúdos (51% o fazem regularmente em 2017) e publicar vídeos (47%).


A falta de dinheiro e a falta de tempo da equipe continuam sendo as barreiras mais relatadas para as organizações alcançarem suas metas em relação às tecnologias digitais, embora tenha havido uma queda significativa na proporção de organizações que dizem que a falta de financiamento é uma barreira (de 68% para 62%).

27% por cento das organizações que relatam baixos níveis de impacto positivo do digital tendem a realizar menos atividades digitais em média, especialmente em áreas complexas, como livestreaming. Elas tendem a ter expertise digital concentrada em algum tipo de atividade, em vez de distribuída amplamente na organização. Em contraste, as organizações que dizem experimentar ou assumir riscos com a tecnologia digital (30% da amostra) são mais propensas a se engajar em atividades complexas e a relatar níveis mais altos de impacto positivo, particularmente em sua produção criativa, distribuição e exibição.

Em geral, o estudo de Cultura Digital continua mostrando que os benefícios da tecnologia são amplamente sentidos no setor artístico e cultural. Houve mudanças positivas notáveis relacionadas especialmente aos modelos de negócios e geração de receita, bem como no relacionamento com o público. Apesar disso, muitas áreas permaneceram estáticas - como o uso de dados - ou recuaram - como a importância percebida do digital para a criação.

O Centro Municipal de Cultura e a gentrificação em Porto Alegre

Construção do primeiro centro cultural da Capital, nos anos 1970, fez parte de um processo de gentrificação apoiado pelo Governo Militar.


Entrada do Centro Municipal de Cultura (foto Juliana Alabarse)
Após três anos e meio na Casa Torelly, no início de 2017 o Observatório da Cultura transferiu-se para o Centro Municipal de Cultura e Lazer Lupicínio Rodrigues, equipamento que, ao completar 39 anos (no último dia 9/11), concentra atualmente a maior parte dos setores da SMC.

Transcrevemos aqui um trecho do livro Porto Alegre: 25 anos de Cultura, de Rafael Guimarães, sobre o Centro: "O impulso para dinamizar a atividade cultural do Município nasceu, por ironia, não de uma política oficial da área, mas de um projeto de saneamento básico. Em 1973, o Banco Nacional da Habitação (BNH) anunciou o Programa CURA – Comunidades Urbanas para Recuperação Acelerada – voltado a recuperar a infraestrutura de espaços de vazio urbano. [...] Para fazer jus a esses recursos da União, a Prefeitura apresentou em contrapartida o Projeto Renascença, que incluía uma série de intervenções de recuperação urbana nas áreas em torno do que veio a ser a Avenida Érico Veríssimo. Uma das ideias iniciais era construir uma Escola de Criatividade, um equipamento cultural constituído por teatro, hall de exposições, biblioteca e sala de atividades múltiplas, além de um bar. Em 9 de novembro de 1978, é inaugurado o Centro Municipal de Cultura, com a presença do então presidente da República, general Ernesto Geisel."

O Projeto Renascença, executado entre 1975 e 1979, e que deu nome ao principal teatro do Município, também foi tema da pesquisa de Anita Silva de Souza, apresentada ontem no saguão do Centro, como parte da programação do Festival de Arte de Porto Alegre. Intitulada Projeto Renascença : um caso de gentrificação em Porto Alegre durante a década de 1970, sua Dissertação de Mestrado foi defendida em 2008 no Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR) da UFRGS. Segundo ela, "o Projeto representou um pesado investimento público em melhorias urbanas na Região Centro-Sul da Capital. O suporte financeiro para este Projeto foi dado pelo BNH através do Plano CURA, que se destinava à recuperação de áreas urbanas em decadência. Entre as ações realizadas [...] observa-se a remoção de uma favela conhecida como 'Ilhota'. Como ferramenta teórica para analise deste processo foi utilizado o conceito de 'gentrificação', criado pela socióloga Ruth Glass para descrever um fenômeno de troca de classes sociais ocorrido a partir da década de 1950 entre os moradores do Centro de Londres." A maior parte dos moradores da Ilhota foi removida para o Bairro Restinga.

Segundo a Wikipedia, gentrificação (do inglês gentrification) é "o fenômeno que afeta uma região ou bairro pela alteração das dinâmicas da composição do local, tal como novos pontos comerciais ou construção de novos edifícios, valorizando a região e afetando a população de baixa renda local. Tal valorização é seguida de um aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos moradores de renda insuficiente para sua manutenção no local cuja realidade foi alterada. Pelo termo gentrification - derivado de gentry, que por sua vez deriva do Francês arcaico genterise que significa 'de origem gentil, nobre' - entende-se também a reestruturação de espaços urbanos residenciais e de comércio independentes com novos empreendimentos prediais e de grande comércio, ou seja, causando a substituição de pequenas lojas e antigas residências."

Em 1993, a Unidade Editorial da SMC (mais tarde, Editora da Cidade) publicou Ilhota: Testemunho de uma Vida, livrinho de memórias de Zeli de Oliveira Barbosa, do qual reproduzimos o trecho a seguir, que dá uma ideia de como era vida no lugar:

"... depois da minha saída da Ilhota, a saúde de minhas crianças também melhorou muito, pois lá vivíamos praticamente dentro d'água, porque qualquer chuva, ficava-se dias e dias, o pátio alagado, e quando era inverno ficávamos um ou dois meses dentro de um lodo preto infestado de mosquitos e toda sorte de imundície que só gera nos pântanos. E outra coisa que era pior, quando a água subia com a chuva, em cada quintal havia pelo menos quatro ou três patentes com fossa, já que não existe encanamento e transbordavam saindo tudo de dentro e misturando com a água, que na maioria das vezes entrava dentro das casas, e quando a chuva passava, a gente levava dias lavando, ou melhor, atirando baldes de água dentro de casa para sair a sujeita deixada pelas águas. Era doloroso ver os estragos depois que tudo passava.!" (p.52-3)

As controvérsias da arte, seu valor público e o papel das políticas culturais

Holy Virgin Mary, de Chris Ofili

Pesquisa sugere que políticas culturais podem promover a tolerância a obras de arte polêmicas.


No último dia 10 de setembro, o Instituto Santander Cultural, maior centro cultural de Porto Alegre, decidiu pelo fechamento da exposição QueerMuseum: Cartografias da Diferença na América Latina, um mês antes do previsto, devido a alegações de desrespeito a símbolos religiosos e incentivo a práticas sexuais ilícitas.

A decisão de cancelar a exposição, por sua vez, provocou protestos contra a censura e a favor da liberdade de expressão, iniciando um debate que se alastrou pelo país via redes sociais, chegando aos principais jornais e noticiários, inclusive no exterior.

Embora a existência das redes sociais seja um componente relativamente novo (e particularmente explosivo) desse imbroglio cultural, a polêmica em si não representa novidade. Por isso, revisitar fatos semelhantes ocorridos num passado recente pode ser instrutivo. No artigo "The Public Value of Controversial Art: The Case of the Sensation Exhibit" ["O valor público da arte controversa". Link para o texto em inglês], Arthur C. Brooks analisa a polêmica provocada pela exposição Sensation, inaugurada em 2 de outubro de 1999 no Museu do Brooklyn, em Nova York. Exibida previamente em Londres e Berlim, consistia principalmente de obras de jovens artistas britânicos, pertencentes ao colecionador Charles Saatchi.

Entre outras obras polêmicas - qualificadas pelo Prefeito em pessoa como "horríveis e repugnantes" - encontrava-se a obra Holy Virgin Mary (foto), do artista de origem nigeriana Chris Ofili, que representou uma Virgem Maria negra, utilizando estrume de elefante, rodeada de fotos de genitais femininos recortados de revistas pornográficas. Com o apoio de ativistas e associações religiosas, o Prefeito bloqueou recursos para o Museu, tentou demitir seus dirigentes e quis até despejá-lo do prédio que ocupa, mas essas ações foram condenadas por artistas e políticos de renome e finalmente detidas pela Justiça, permitindo a continuidade da exposição conforme planejado. (Mas a Galeria Nacional da Austrália, próximo destino da exposição, acabou desistindo de hospedá-la.)

Partindo do aparente paradoxo do caso - o fato de que um mesmo evento é percebido por diferentes pessoas como possuindo valor (cultural) positivo ou negativo - Brooks analisa dados de uma enquete telefônica realizada ainda durante a exposição, perguntando: a) se o Museu tinha o direito de exibir a mostra; b) se o Governo podia proibi-la e c) se o Governo podia negar patrocínio ao Museu por causa dessa exposição. As respostas a essas três questões, combinadas com o perfil dos respondentes, evidenciam que as reações positivas ou negativas à exposição (e a obras controversas em geral) estão relacionadas com características demográficas mais ou menos definidas, levando a crer que tais controvérsias, ainda que inevitáveis, podem ser amenizadas mediante ações deliberadas. Com base nesses resultados e visando aumentar a tolerância com esse tipo de obras/exposições, o autor recomenda que as políticas culturais invistam no incremento da demanda, especialmente entre os jovens, a fim de aumentar sua familiaridade com as artes plásticas em geral (e não apenas com obras controversas).

Dados da pesquisa Usos do tempo livre e práticas culturais do Observatório da Cultura mostram que metade da população de Porto Alegre nunca esteve numa exposição de artes; enquanto outros 30% não visitaram nenhuma nos últimos 12 meses. Noutro exemplo, a pesquisa da J.Leiva Cultura e Esporte concluiu que somente um em cada quatro paulistas frequentaram algum museu nos últimos doze meses.

Músico de formação, Brooks foi professor na Universidade de Syracuse NY e atualmente preside o American Enterprise Institute. Seu artigo aqui citado está no livro Beyond Price: Value in Culture, Economics and the Arts (2008)organizado por Michael Hutter e David Throsby para a Editora Cambridge (foto).

A Secretaria da Cultura em números, de janeiro a agosto

Atividades da Cinemateca Capitólio tiveram o maior percentual
de execução do orçamento da SMC até agosto

Execução do Orçamento 2017 tem grande variação entre os órgãos do Município


Apresentamos aqui alguns dados referentes à execução orçamentária do Município, da Secretaria Municipal da Cultura (SMC) e de seus principais programas, para os oito primeiros meses de 2017. A fonte dos dados é o Portal do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS).

Dos pouco mais de R$ 64 milhões destinados à SMC pela Lei Orçamentária Anual (LOA), foram empenhados até o final de agosto apenas R$ 18.455 milhões, ou 28,8% do valor previsto. No total, a Prefeitura (ou a Administração Centralizada, que exclui a Carris e autarquias como o DMAE) empenhou aproximadamente R$ 2,7 bilhões, que corresponde a 63,5% de um total de R$ 4,25 bilhões previstos na LOA. Se considerarmos que esse valor refere-se aos oito primeiros meses, ou 2/3 do ano, a execução total do Município aproxima-se da previsão feita pela LOA, porém há grande variação entre os diferentes órgãos municipais.

Dentre os 24 órgãos da Administração Centralizada, dez empenharam menos de 50% do orçamento previsto. A SMC teve o terceiro pior desempenho neste quesito, superando apenas a Secretaria dos Transportes (SMT, que empenhou 16,3% do previsto) e a do Trabalho e Emprego (SMTE, com 26,9%).

Sem recursos para atividades-fim, maior parte da despesa da SMC foi com pessoal


Variação semelhante ocorre dentro do orçamento da SMC, entre os diversos programas, tendo aqueles voltados às atividades-meio apresentado maior percentual de execução. Tal situação deve-se à não liberação ou contingenciamento da maior parte dos recursos destinados aos programas culturais (finalísticos). Dos R$ 18,4 milhões empenhados, mais de R$ 13 milhões (70,5%) foram despesas com pessoal. Somados aos R$ 2,1 milhões da rubrica "Administração Geral" e R$ 911 mil para "Processamento de Dados" (recursos destinados à remuneração da Procempa pelos serviços de TI), chega-se a um percentual de 87,2% da despesa com atividades-meio.

A soma do gasto com as atividades-fim, portanto, foi de R$ 2,3 milhões, ou menos de 13% do valor empenhado até agosto pela SMC. Dentre estas, a Cinemateca Capitólio destacou-se como o programa que alcançou o maior percentual de execução orçamentária, tendo empenhado R$ 109 mil dos R$ 190 mil previstos (57,4%), seguido de longe pelo Atelier Livre, que empenhou R$ 30 mil dos R$ 191 mil previstos (16,1%). Entre os demais programas, nenhum atingiu 10% de execução do Orçamento, e treze não tiveram nenhum valor empenhado até agosto, inclusive os Fundos Monumenta (R$ 514 mil previstos) e Fumproarte (R$ 1,2 milhão). Já no Funcultura, foram empenhados R$ 295 mil, ou 3,9% dos recursos previstos na LOA (R$ 7,6 milhões).

Se mantido o mesmo ritmo no último quadrimestre (setembro a dezembro), a SMC executará menos da metade do orçamento previsto para este ano (43,2%), projeção que, se confirmada, registraria o presente ano como o de menor execução orçamentária do órgão, desde os anos iniciais de sua criação, em 1988-9. Veja a tabela com resumo da execução orçamentária da SMC para 2017. (jan-ago)

Saiba mais:
O orçamento dos fundos Funcultura e Fumproarte foi assunto de uma postagem anterior desse blog.
O próximo Plano Plurianual de Porto Alegre foi objeto de duas postagens recentes no blog, aqui e aqui.